7 aspectos a ter em conta antes de lançar o seu negócio

Convite webinar HB

Cada vez mais pessoas me fazem perguntas sobre o lançamento de um negócio próprio.

As dúvidas são muito variadas, indo desde “como começar?” a, “como arranjo o dinheiro necessário?”, passando por “como me posso diferenciar?” e “será que é o caminho indicado para mim?”.

Para ajudar a responder à última das dúvidas, resolvi gravar um webinar. Um webinar completamente gratuito onde apresento algumas reflexões que, espero, poderão ajudar os potenciais interessados, a definir se avançar com um projecto empresarial próprio é o caminho a seguir ou não.

Para poder assistir ao webinar, deverá agora clicar aqui e seguir as instruções.

Fico à espera dos seus comentários.

Um abraço,

Hugo Belchior

A doce arte de (não) procrastinar

“Never put off till tomorrow what may be done day after tomorrow just as well.”
― Mark Twain

Procrastinar é adiar. Adiar o que – pressupõe-se – não pode ser adiado.

Todos temos a nossa dose de procrastinação. Ou porque não nos apetece fazer uma coisa, ou porque sentimos que não a vamos fazer tão bem como deveríamos, ou porque não temos um plano suficientemente claro para a executar.

Saber procrastinar pode, contudo, ser uma verdadeira arte.

Adiar com inteligência um não-assunto que nos consumiria demasiados recursos hoje, e que só era prioritário para outrem. Adiar uma decisão num contexto de conflito, dando mais tempo ao oponente para se acalmar ou, ao contrário, para ficar mais nervoso – de acordo com o meu objectivo – enquanto preparo a minha acção. Procrastinar um assunto que só o tempo pode efectivamente resolver. São tudo exemplos da arte de bem procrastinar.

Na política, e até em contexto militar, procrastinar pode ser uma ferramenta eficaz e muito útil. O mesmo se passará nas empresas, em alguns momentos.

Ainda assim, diria que procrastinar, adiar o inadiável é, por norma, uma má prática. Um sinal de falta de disciplina pessoal e falta de organização empresarial. Adiar aquilo que realmente se tem que fazer é roubar o tempo, porventura o recurso mais valioso que existe em cada empresa. Deixar para amanhã aquilo que, com mais organização, mais determinação, melhor gestão de prioridades e melhor alocação de recursos, poderia ser feito hoje, pode ser um verdadeiro drama nas organizações.

A tentação de não se fazer hoje porque “não me apetece”, ou porque “ninguém me está a pressionar”, ou porque “não acho que seja grave deixar arrastar prazos” ou até porque “hoje não queria ter que enfrentar aquela situação (por algum motivo)”, são sinais que devem dar o alerta. O alerta de que nem tudo está bem.

Na Bwizer, empresa que co-fundei, no início deste ano lançámos um verdadeiro mantra: “Eu não procrastinarei, Tu não procrastinarás, Nós não procrastinaremos”. O simples facto de termos lançado este lema criou maior consciência individual e colectiva para a relevância do tema. E serve como barómetro para cada um, em cada momento: “Será que estou a procrastinar indevidamente?”, aumentando a percepção da escassez do tempo.

Está claro que, às vezes, procrastinar faz sentido. Aqui e ali pode até ser a melhor opção. Mas, nesses casos, a procrastinação deve ser uma opção consciente e não o mero resultado do falhanço de tudo o resto.

Faço contudo uma ressalva. Não creio que se resolva a procrastinação indevida apenas com lemas impactantes, por mais úteis que possam ser. Esta questão tem que ser atacada de forma integral. Tem que haver uma adequada organização interna que minimize as zonas cinzentas de responsabilidade. Deve haver uma forma clara de definir prioridades e de as comunicar às equipas. Importa ainda criar-se um sistema que permita visualizar, em cada momento, não apenas as tarefas/projectos em aberto mas também, a taxa de cumprimento de cada pessoa e cada equipa. E, arriscaria dizer, deverá considerar-se estas taxas no cálculo dos sistemas de incentivo.

Na Bwizer, seguramente com muitas falhas, estamos a procurar abordar este tema de forma global. A par do “lema da (não) procrastinação”, existe uma ferramenta informática que permite partir o trabalho em tarefas tão específicas quanto se quiser, definindo o colaborador (ou equipa) responsável e definindo deadlines. Esta ferramenta, o nosso gestor de tarefas, permite saber, em cada momento, quantas (e quais) tarefas estão por concluir. Esta informação é útil em si mesma já que ajuda a um melhor planeamento, e a uma execução mais cuidada. Mas permite também identificar as pessoas mais produtivas e as menos produtivas, tornando mais fácil criar um sistema que premeie os melhores. Permite ainda identificar alocações desadequadas de recursos, de modo mais ágil.

A guerra contra a procrastinação indevida, a procrastinação nefasta, será seguramente uma guerra nunca ganha contudo, é possível ir vencendo pequenas batalhas, uma de cada vez.

“You cannot escape the responsibility of tomorrow by evading it today.”
― Abraham Lincoln

Um abraço,

Hugo Belchior

34ª volta ao Sol

34Os anos parecem suceder-se a um ritmo crescentemente voraz. Pode parecer um lugar-comum mas é mesmo assim. Gosto contudo de pensar que há um lado bem positivo nesta sensação: é sinal de que gosto (muito) do que faço, que tenho sempre muitas coisas interessantes para fazer e muitos sonhos por cumprir.

Seja como for, a voragem dos dias deve fazer-nos pensar que tudo é efémero. Tudo é muito rápido. Talvez demasiado rápido. Importa por isso desfrutar do dia-a-dia.

Acho sempre curioso viver-se (só) pensando na próxima meta, no próximo grande feito, nas férias do ano que vem, no dia em que finalmente mudarei de emprego ou por exemplo, no dia do casamento. É claro que momentos especiais dão um sabor especial à vida e servem como marcos. São importantes por isso, sem dúvida. Contudo, a esmagadora maioria da nossa existência é passada… no dia-a-dia. Na rotina. A fazer as coisas que fazemos sempre.

E é mau, isso? Só se não gostarmos do nosso dia-a-dia! Se esse é o caso, há que tentar mudar; a vida é demasiado fugaz para insistirmos num caminho que não é o nosso. Mas, mesmo que não goste especialmente do seu dia-a-dia actual, já parou para pensar que há coisas do quotidiano que são tão preciosas? Talvez tenha uma mãe ou um pai e passe lá por casa todos os dias, para lhes dizer olá e dar um beijo. Parece que é só mais um dia, igual a todos os outros mas, já se deu conta que isso um dia vai acabar e que, provavelmente, vai ter muitas saudades? Ou talvez tenha um filho que está a crescer. Um dia, para si, é apenas mais um, talvez até a um ritmo alucinante mas, para ele, cada dia é um dia de novas conquistas. E, ou está lá para as testemunhar, ou não.

Não digo com isto que não devamos procurar levar a nossa vida a patamares mais interessantes – bem pelo contrário. O que digo é que isso é um trabalho diário, contínuo e, por esta razão,  aproveitar o dia-a-dia é realmente importante.
Procuro fazer crescentemente este exercício, sem com isso perder o ímpeto de querer ir mais longe e conquistar coisas novas. Esse ímpeto ainda não diminuiu. Faço-o todavia agora de maneira diferente, procurando saborear mais a jornada enquanto a percorro.

E há uma coisa que dá mais brilho à jornada de cada um de nós: testemunhar as jornadas das pessoas que nos são mais próximas. É realmente especial acompanharmos os percursos daqueles que connosco sempre partilharam – e continuam a partilhar – os seus objectivos, os seus anseios e as duas dúvidas.  E perceber que apesar dos altos e baixos que sempre há, seguem em frente, num percurso de evolução. E que quando, circunstancialmente, parece não seguirem em linha recta, sabemos que rapidamente ajustarão os seus caminhos. Talvez até com a nossa ajuda.

Poder acompanhar as vidas de quem mais gostamos dá sentido à nossa. Eu, sou bem mais rico pelos amigos que tenho – poucos mas fantásticos. E hoje, que celebro 34 anos, sinto que os celebro mais ao referir-me a um grande amigo em especial e, através dele, estender um abraço a todos os outros. Um amigo de há mais de 20 anos. Um amigo que cedo estabeleceu para si metas bem ambiciosas e que, paulatinamente, tem atingido cada uma delas. O meu bom amigo Fernando Garcês. O Fernando vive bem longe de Portugal há muitos anos. Agora, vive na Califórnia, em San Diego. Investiga o HIV no Scripps Research Institute, uma verdadeira referência internacional. Dou graças por ter um amigo como o Fernando, e testemunhar o seu percurso é algo que ajuda a dar sentido aos 34 anos que hoje cumpro.

Penso às vezes na morte e naquilo que alimenta o meu ímpeto para trabalhar arduamente todos os dias. Pensar no meu amigo Fernando ajuda-me a ter algumas respostas. Um dia, quando tudo acabar, espero apenas que as pessoas mais próximas, as que me conhecem verdadeiramente, digam aos seus filhos: “Tive em tempos um amigo, o Hugo, que era um belo amigo. Tinha as suas coisas, é certo mas, era um tipo às direitas!”.

Tenho procurado trabalhar neste sentido ao longo destes 34 anos. Tenho energia redobrada para continuar este caminho nos próximos 34.

Um abraço do,
Hugo Belchior

A razão deste blog

Gosto de negócios. Gosto de empresas. Gosto de pessoas que lançam projectos, de pessoas que fazem acontecer.

Quero partilhar as minhas reflexões sobre estes temas, esperando que isso possa ser útil a alguém.

Quero dar a conhecer projectos interessantes e pessoas que vale a pena conhecer.

Quero ajudar a dar o empurrão a quem ainda não avançou com o seu projecto mas tem vontade e valor para o fazer.

Quero sobretudo aprender. Quero aprender com quem sabe mais do que eu – e são tantos!

Há pessoas que têm percursos de crescimento económico rapidíssimo, outros mais lentos. Uns acertam à primeira, outras nunca atingem o que querem.

Há pessoas brilhantes, com ideias soberbas mas que, por um conjunto de razões, nunca encontram o melhor momento para dar o tal passo em frente e outros, mesmo com informação muito insuficiente e parcos recursos, avançam.

Por que é que tudo isto acontece?!

Há tanto a aprender! Tantas coisas sobre as quais vale a pena reflectir. Há erros que alguém cometeu que eu poderei evitar. E há erros que eu cometi e que me ajudaram a crescer e que merecem ser partilhados com outras pessoas.

Há momentos difíceis que se ultrapassam melhor a partilhar com os outros. Há momentos de glória que se desfrutam mais em conjunto.

E há, sobretudo, o génio humano que arranja sempre uma forma nova ou melhor de fazer as coisas. A criatividade que surpreende. A resiliência que inspira. A dedicação que estimula. O serviço ao cliente que surpreende. A visão de futuro, que tudo alimenta.

Gosto de negócios. Gosto de empresas. Gosto de pessoas que lançam projectos, de pessoas que fazem acontecer.

O blog que agora inicio pretende ser um espaço de partilha sobre tudo isto. E sobre aquilo que aqueles que tiverem algum interesse em me acompanhar, possam ir sugerindo.

Vamos a isso?

Um abraço,

Hugo Belchior